Inaugurada em 1931, a Colônia Santa Isabel foi criada como espaço de isolamento compulsório para pessoas acometidas pela hanseníase, sob a lógica sanitarista que as excluía do convívio social. Durante cinco décadas, o território foi marcado pelo confinamento, pelo controle estatal e pelo estigma. Contudo, para além da exclusão, consolidaram-se formas de resistência, sociabilidade e produção cultural que transformaram o espaço imposto em lugar de identidade, memória e pertencimento. Esta obra apresenta uma pesquisa pioneira dedicada à identificação, ao mapeamento e à historicização dos espaços e lugares de memória que compõem o conjunto urbano da Colônia Santa Isabel. Desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional da UFMG, a investigação articula memória, memória traumática, patrimônio cultural e história cultural do urbano, oferecendo uma leitura inédita das camadas temporais inscritas no território. Este trabalho é atravessado por uma perspectiva muito particular: o autor é morador e filho desta comunidade, e também pesquisador da Colônia Santa Isabel — dupla condição, de pertencimento e investigação, que orienta cada página desta obra.
Revelações
Isolamento compulsório
Criada em 1931 para confinar compulsoriamente pessoas com hanseníase, sob a lógica sanitarista que as excluía do convívio social.
Resistência e sociabilidade
Para além da exclusão, floresceram formas de resistência, sociabilidade e produção cultural que transformaram o espaço imposto em lugar de identidade.
Pesquisa pioneira
Primeiro mapeamento e historicização dos espaços e lugares de memória que compõem o conjunto urbano da Colônia Santa Isabel.
Mestrado Profissional na UFMG
A investigação articula memória, memória traumática, patrimônio cultural e história cultural do urbano.
Um olhar de dentro
Escrito por quem é morador e filho da comunidade — e também seu pesquisador, unindo pertencimento e investigação.
Contribuição inédita
Uma contribuição original aos estudos sobre antigas colônias de hanseníase no Brasil, reafirmando Santa Isabel como território de memória viva.

